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Atualização mais recente: 14 de ago. de 2026 | 17 minuto de leitura
O Que Fazer em Lisboa: +20 Atrações e Roteiros de 2 a 7 Dias
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Isadora Ferreira

Lisboa é uma das capitais europeias mais compactas e fáceis de explorar a pé — ou de elétrico. Em poucos dias, dá para combinar castelos medievais, miradouros com vista para o Tejo, gastronomia de rua e uma noite de fado que ficará na memória por muito tempo.

Neste guia, reunimos mais de 20 atrações, roteiros de dois a sete dias e dicas práticas para quem vai pela primeira vez (ou quer aproveitar melhor uma segunda visita).

O que fazer em Lisboa?

Casal de viajantes maduro posando para fotos na Torre de Belém, um dos principais pontos turísticos de Lisboa.
Descubra os principais pontos turísticos de Lisboa para incluir em seu roteiro.

Lisboa concentra boa parte das suas atrações em bairros históricos, facilmente acessíveis a pé ou de transporte público. Os pontos turísticos que não podem ficar de fora do seu roteiro são:

  • Visitar o Castelo de São Jorge
  • Subir no Elevador de Santa Justa
  • Explorar o Mosteiro dos Jerónimos
  • Contemplar a vista no Miradouro de Santa Luzia
  • Fotografar o Padrão dos Descobrimentos
  • Conhecer a Torre de Belém
  • Passear na Praça do Comércio.

O Castelo de São Jorge é o principal ponto panorâmico de Lisboa, com vista de 360° sobre a cidade, o rio Tejo e os bairros históricos. Construído pelos mouros no século XI e expandido pelos reis portugueses, o castelo é tanto uma atração histórica quanto o melhor mirante da cidade.

A dica é chegar cedo (antes das 10h) para encontrar menos filas e aproveitar a luz da manhã para as fotos. Dentro do recinto, vale a pena explorar as torres, as muralhas e os jardins.

Elevador de Santa Justa

O Elevador de Santa Justa conecta a Baixa ao Chiado por meio de uma estrutura de ferro em estilo neogótico, inaugurada em 1902, projeto do engenheiro Raoul Mesnier du Ponsard. Do mirante no topo, a vista abrange os telhados da Baixa e as ruínas do Convento do Carmo logo à frente.

A fila pode ser longa durante a alta temporada. Portanto, para economizar tempo (e dinheiro), você pode subir as escadas do Largo do Carmo e acessar diretamente o mirante, pagando apenas a taxa da plataforma de observação. Essa é uma boa dica, já que a viagem no elevador, em si, custa mais e a vista é a mesma.

Mosteiro dos Jerónimos

Turistas maravilhados com a arquitetura da Igreja de Santa Maria, no Mosteiro dos Jerónimos, no bairro de Belém, em Lisboa.
Maravilhe-se com a arquitetura histórica do Mosteiro dos Jerónimos.

Obra-prima da arquitetura manuelina, o Real Mosteiro de Santa Maria de Belém (mais conhecido como Mosteiro dos Jerónimos) é Monumento Nacional desde 1907 e Patrimônio Mundial da UNESCO desde 1983.

Construído por iniciativa de D. Manuel I (1495–1521), o conjunto reúne a igreja e o claustro, secularizado no século XIX, e constitui um dos patrimônios mais visitados de Portugal.

No interior, além da igreja manuelina, vale observar os portais sul e ocidentais, bem como as dependências conventuais preservadas, como o claustro quinhentista, o antigo refeitório e a sala da antiga livraria.

Miradouro de Santa Luzia

O Miradouro de Santa Luzia oferece uma das vistas mais conhecidas de Lisboa. Tire uma foto com o Tejo ao fundo, os telhados cor de terracota de Alfama e os painéis de azulejos decorando as paredes ao redor.

A entrada é gratuita e o espaço fica aberto o dia todo. O melhor horário para visitar é o fim de tarde, quando a luz do sol incide sobre os telhados e o rio. Depois, é só descer pelas ruelas de Alfama para jantar no bairro.

Padrão dos Descobrimentos

Turistas e moradores de Lisboa caminhando, andando de bicicleta, e passeando pelas margens do rio Tejo, ao lado do Padrão dos Descobrimentos, uma das principais atividades entre o que fazer em Lisboa.
Caminhe pelas margens do Rio Tejo e aproveite para apreciar o grande monumento do Padrão dos Descobrimentos.

O Padrão dos Descobrimentos foi inaugurado em 1960 para assinalar o aniversário de 500 anos da morte do Infante D. Henrique, patrono das explorações portuguesas. A escultura de 52 metros, em forma de proa de navio, abriga 33 figuras históricas, de Vasco da Gama a Luís de Camões.

Vale subir ao mirante no topo para ter uma perspectiva aérea do rio e da Torre de Belém ao fundo. Na calçada em frente ao monumento, um mapa-múndi de mármore indica as rotas das expedições portuguesas dos séculos XV e XVI.

Torre de Belém

A Torre de Belém é Patrimônio Mundial da UNESCO e o cartão-postal mais fotografado de Lisboa. Construída entre 1516 e 1519 para defender a entrada do Tejo, a torre combina estilo manuelino com referências à arquitetura árabe e veneziana.

O acesso ao interior é por escadas estreitas e íngremes. Então você tem mobilidade reduzida, é melhor admirar a estrutura de fora, que já justifica a visita.

Praça do Comércio

Vista da Praça do Comércio durante o dia no fim do ano, com decoração de árvore de Natal.
A Praça do Comércio é um dos principais pontos turísticos de Lisboa e ponto central de diversas celebrações na cidade.

A Praça do Comércio é a principal praça ribeirinha de Lisboa, com vista direta para o Tejo. Rodeada por arcadas amarelas e pelo arco da Rua Augusta, o espaço foi o coração comercial da cidade durante séculos. E antes do terremoto de 1755, o Palácio Real ficava exatamente aqui.

Hoje, além de um ponto turístico, a praça é um bom ponto de partida para explorar a Baixa e o Chiado. Aos fins de semana, há feiras, eventos culturais e apresentações ao vivo.

O que fazer de diferente em Lisboa?

Há muitas coisas diferentes para fazer em Lisboa além do roteiro clássico, como bairros mais autênticos, espaços criativos, atrações contemporâneas e programas noturnos.

A melhor forma de sair do óbvio é combinar cultura local e cidade moderna, com paradas como Alfama, Mouraria, LX Factory, Oceanário, MAAT e casas de fado.

Bairro de Alfama

Jovem turista desbravando as ruas do bairro histórico de Alfama, buscando atividades para fazer em Lisboa.
Desbrave um dos bairros mais charmosos de Lisboa, com ou sem mapa.

Alfama é o bairro mais antigo de Lisboa, com ruas tão estreitas que mal cabe um carro. E foi também o único bairro que sobreviveu relativamente intacto ao terremoto de 1755, carregado de história que se extende até hoje.

É um típico bairro tradicional lisboeta, com roupas estendidas nas janelas, cheiro de sardinha grelhada e o som do fado saindo de algum bar.

Bairro da Mouraria

A Mouraria é um dos bairros mais autênticos e multiculturais de Lisboa, com uma concentração de restaurantes de cozinha internacional, mercados e cotidiano intenso.

Vizinha de Alfama, é frequentemente ignorada pelos roteiros turísticos, o que a torna ainda mais interessante para quem quer sair dos programas tradicionais.

MAAT: Museu de Arte, Arquitetura e Tecnologia

Vista da fachada do Museu de Arte, Arquitetura e Tecnologia (MAAT), um dos mais famosos de Lisboa.
O MAAT é uma obra de arte por dentro e por fora, com arquitetura inconfundível e exposições contemporâneas de qualidade.

O MAAT ocupa um edifício contemporâneo à beira do Tejo, projetado pela arquiteta britânica Amanda Levete.

Dentro do museu, as exposições combinam arte, tecnologia e arquitetura, com foco em artistas portugueses e internacionais emergentes. E do lado de fora, o telhado do museu é acessível ao público e oferece uma das vistas mais bonitas do rio.

LX Factory

A LX Factory é um complexo criativo instalado numa antiga fábrica do século XIX no bairro de Alcântara. Hoje, abriga restaurantes, bares, livrarias, ateliês de design e espaços de arte contemporânea. Aos domingos, acontece o Mercado da LX Factory, com artesanato, produtos gourmet e vinil.

É um dos poucos lugares em Lisboa onde o ambiente industrial convive com a cena criativa contemporânea. Uma boa opção para um domingo à tarde.

Casas de Fado

O fado é o gênero musical mais associado a Lisboa, e ouví-lo ao vivo numa casa de fado tradicional é uma das experiências mais autênticas que a cidade oferece.

No bairro de Alfama, o Clube de Fado e o Mesa de Frades são duas opções bem avaliadas. Recomendamos reservar com antecedência, especialmente nos meses de verão.

Tenha em mente que a maioria das casas inclui jantar no ingresso e apresentações que duram cerca de duas horas.

O que fazer em Lisboa com crianças?

Viajante mulher se divertindo com as fontes no Parque das Nações, em Lisboa.
O Parque das Nações é uma área de lazer que encanta toda a família.

O melhor roteiro de Lisboa com crianças inclui o Oceanário, o Castelo de São Jorge é um passeio à beira do Tejo. Essas atividades funcionam bem para diferentes idades e com deslocamentos relativamente curtos, sendo ideais para toda a família.

  • Oceanário de Lisboa: Costuma ser o programa número 1 com crianças. O tanque central com tubarões e raias é o ponto alto.
  • Castelo de São Jorge: Funciona muito bem pela experiência de “castelo de verdade” (muralhas, torres e vista), e ainda tem pavões circulando pelos jardins.
  • Parque das Nações: Área moderna e plana para caminhar com mais conforto; dá para fazer calçadão no Tejo, brincar nos playgrounds e combinar com o Oceanário no mesmo dia.

O que comer em Lisboa?

Jovem viajante experimentando um dos principais quitutes de Portugal, o famoso pastel de Belém.
Aproveite sua viagem à Lisboa para experimentar as delícias da culinária portuguesa, inclusive o famoso pastel de nata.

Inclua na sua lista do que comer em Lisboa os pastéis de nata, bacalhau e petiscos de rua (como bifanas e sardinhas). Esses são os sabores mais tradicionais e fáceis de encontrar nos bairros turísticos e nos mercados.

Para completar a experiência, experimente uma ginjinha e acompanhe com um copo de vinho verde.

Saiba mais sobre a gastronomia lisboeta:

  • Pastéis de nata: O doce mais famoso de Portugal. A versão original é servida na Confeitaria Pastéis de Belém, mas há boas versões em qualquer padaria da cidade.
  • Bacalhau: O bacalhau à Brás (desfiado com batata palha e ovos) e o bacalhau com natas são receitas clássicas na cidade.
  • Bifanas: Sanduíche de carne de porco marinada em vinho e alho, servido num pão fofinho. É o lanche de rua mais popular de Lisboa.
  • Sardinhas assadas: Disponíveis o ano todo, mas especialmente populares durante as festas juninas – ou, como dizem os portugueses, a festa de Santos Populares.
  • Ginjinha: Licor de ginja servido em copinhos de chocolate comestível. A loja Ginjinha Sem Rival, perto da Praça de Dom Pedro IV, é uma das mais tradicionais.
  • Vinho verde: Produzido no Minho, ao norte de Portugal, é um vinho leve, levemente frisante e combina com qualquer refeição. Peça um copo para acompanhar o peixe.

Quando ir a Lisboa?

A melhor época para visitar Lisboa é a primavera (abril a junho) ou o outono (setembro e outubro), quando o clima é agradável e o número de turistas é menor do que no verão.

Veja o que esperar em cada estação:

  • Primavera (abril a junho): Temperaturas entre 15°C e 25°C, dias ensolarados e fluxo de turistas ainda controlado. É o período ideal para explorar a cidade a pé sem calor excessivo.
  • Verão (julho a agosto): Temporada alta, com calor intenso (pode passar dos 35°C) e muito movimento. Os preços de hotéis e voos sobem consideravelmente.
  • Outono (setembro e outubro): Clima estável, preços mais baixos e cidade menos lotada. Uma ótima alternativa à primavera.
  • Inverno (novembro a março): Frio ameno (raramente abaixo de 8°C), chuvas esparsas e a cidade quase sem turistas. Boa opção para quem quer preços baixos e não se importa com o clima.

Leia também: Confira nosso guia sobre as cidades mais bonitas de Portugal para planejar paradas além de Lisboa.

Quantos dias é o ideal para ficar em Lisboa?

Turista apreciando a arquitetura local em Lisboa.
Escolha entre roteiros de 2 a 7 dias para aproveitar Lisboa da melhor maneira possível.

Três a cinco dias são suficientes para conhecer os principais pontos turísticos de Lisboa com calma. Mas estender seu roteiro para uma semana, por exemplo, permite incluir passeios para os arredores.

O que fazer em Lisboa em 2 dias?

Dois dias em Lisboa são suficientes para os destaques principais, se você for direto ao ponto.

  • Dia 1: Comece pelo Castelo de São Jorge pela manhã, desça por Alfama explorando as ruelas e o Miradouro de Santa Luzia, almoce no bairro e siga para o Elevador de Santa Justa à tarde. Termine a noite com fado em alguma casa no bairro.
  • Dia 2: Dedique o dia ao bairro de Belém, no Mosteiro dos Jerónimos, Torre de Belém e Padrão dos Descobrimentos. Almoce na região e prove os pastéis de nata. À tarde, visite a Praça do Comércio e suba pelo Arco da Rua Augusta para uma última vista da cidade.

O que fazer em Lisboa em 3 dias?

Três dias permitem um ritmo mais tranquilo e algumas adições ao roteiro de dois dias.

  • Dias 1 e 2: Siga o roteiro de dois dias acima.
  • Dia 3: Explore a LX Factory de manhã, visite o MAAT à tarde e termine o dia num bar à beira do Tejo, no bairro de Alcântara ou no Cais do Sodré.

O que fazer em Lisboa em 5 dias?

Com cinco dias, você consegue aprofundar a experiência nos bairros e fazer um passeio pelos arredores.

  • Dias 1 a 3: Siga o roteiro de três dias.
  • Dia 4: Explore a Mouraria e o bairro do Intendente pela manhã. À tarde, visite o Museu Nacional de Arte Antiga e, à noite, faça um tour de vinhos portugueses no Bairro Alto ou no Príncipe Real.
  • Dia 5: Passeio de um dia a Sintra, a 40 minutos de trem de Lisboa. A cidade histórica abriga o Palácio da Pena, o Palácio de Monserrate e a Quinta da Regaleira.

O que fazer em Lisboa em 7 dias?

Uma semana em Lisboa permite explorar a cidade com calma e fazer bate-voltas para destinos próximos.

  • Dias 1 a 5: Siga o roteiro de cinco dias.
  • Dia 6: Viaje para Cascais, a 30 minutos de trem de Lisboa. A antiga vila de pescadores tem praias, um centro histórico charmoso e bons restaurantes de frutos do mar.
  • Dia 7: Passeio por Óbidos (vila medieval murada, a 1 hora de Lisboa) ou Évora (Patrimônio Mundial da UNESCO, a 1h30 de ônibus). Óbidos é ideal para meio período; já Évora pede o dia inteiro.

Leia também: Quer explorar além de Lisboa? Veja nosso roteiro completo por Portugal com sugestões para 10, 14 e 21 dias.

Dicas para sua viagem a Lisboa

Bonde elétrico passando pela Praça do Comércio, ponto turístico de Lisboa.
Os bondes, ou melhor, “elétricos”, são um meio de transporte tradicional de Lisboa que dão aquela ajuda na hora de subir as ladeiras.

As melhores dicas para sua viagem a Lisboa são: planejar os deslocamentos nas ladeiras, usar bem o metrô e o Viva Viagem, escolher calçado confortável e organizar as reservas com antecedência.

Afinal, Lisboa combina bairros históricos, miradouros e transporte público concorrido. Com esses ajustes simples, você ganha tempo, evita perrengues e aproveita mais a cidade.

  • Use o metrô e o Viva Viagem: O metrô é a forma mais rápida de se deslocar entre bairros. Compre o cartão Viva Viagem e recarregue conforme precisar para usar metrô, elétrico e ônibus.
  • Vá com calçado confortável: Lisboa tem paralelepípedos e subidas. Tênis ou sapatos com sola firme fazem muita diferença. Já os saltos altos tendem a ser um problema na Baixa e em Alfama.
  • Internet assim que chegar: instale um eSIM antes de embarcar para pousar já conectado em Lisboa, sem depender de Wi‑Fi público nem procurar chip no aeroporto. Veja nosso guia de chip de celular para Portugal para comparar as melhores opções.
  • Fique atento em áreas movimentadas: Lisboa é uma capital relativamente segura, mas vale redobrar a atenção com bolsos e mochilas em pontos turísticos, miradouros e transportes (principalmente em horários de pico).
  • Reserve com antecedência: Atrações muito disputadas (como alguns museus, experiências de fado e tours) podem esgotar em alta temporada. Comprar online ajuda a evitar filas e a organizar o roteiro.
Perguntas frequentes sobre o que fazer em Lisboa

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Isadora Ferreira

Isadora é uma jornalista brasileira com mais de seis anos de experiência e coautora do livro "Narrativas de Viagem" (2019), uma coletânea de artigos sobre a escrita de viagens. Além do Brasil, ela morou na Holanda e na Argentina e explorou diversos cantos das Américas e da Europa. Na Airalo, Isadora une sua expertise à sua paixão por viajar para ajudar você a se manter conectado globalmente.

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Um grupo de pessoas em pé, usando vários estilos de roupas e calçados, com algumas parecendo estar em uma pose lúdica ou dançante. A cena tem uma vibe de desenho animado.

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