Se você está juntando dinheiro para conhecer o Chile, a primeira pergunta é sempre a mesma: quanto isso vai custar de verdade? A boa notícia é que o Chile continua sendo um dos destinos internacionais com melhor custo-benefício para quem sai do Brasil, com voos curtos, moeda favorável e passeios para todos os orçamentos.
Neste guia, você confere valores atualizados de passagem, hospedagem, comida, transporte e outros gastos, além de dicas práticas para fazer seu dinheiro render mais.
Quanto custa viajar para o Chile?
Uma viagem ao Chile custa, em média, entre 3.600 reais e 9.000 reais por pessoa em um roteiro de cinco dias, no modo padrão, considerando passagem, hospedagem, comida, transporte e seguro-viagem.
O valor final também depende do estilo de viagem que você escolhe e da região visitada: Santiago custa menos do que o deserto do Atacama ou a Patagônia chilena.
Para facilitar seu planejamento, veja as estimativas do custo por pessoa, para uma viagem de cinco dias:
Esses valores consideram o modo padrão de viagem, mas o custo também varia bastante conforme o estilo escolhido.
Optando por hostel, restaurantes populares, e passeios em grupo, é possível reduzir o total em até 30% em qualquer um dos três destinos. Já em uma viagem de luxo, com hotéis de categoria superior, passeios privados, e gastronomia mais sofisticada, o valor por pessoa costuma passar de 9.000 reais em Santiago e de 12.000 reais no Atacama ou na Patagônia chilena.
Um outro ponto importante é que destinos como deserto do Atacama e a Patagônia chilena saem mais caros porque nenhuma dessas regiões tem aeroporto com voo direto do Brasil. Então é preciso somar um trecho interno saindo de Santiago, seja de avião ou de ônibus.
Quanto custa uma passagem para o Chile?
Uma passagem aérea de ida e volta do Brasil para Santiago custa, em média, entre 1.100 reais e 2.500 reais em classe econômica, podendo cair para cerca de 900 reais em promoções e passar de 2.800 reais em alta temporada. O valor varia conforme o mês, a antecedência da compra e a cidade de origem no Brasil.
LATAM opera voos diretos para Santiago partindo de várias cidades brasileiras, como São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Curitiba, Florianópolis, Belo Horizonte, e Porto Alegre, com duração de cerca de 3 a 4 horas, dependendo da cidade de origem.
A Gol também voa direto para Santiago a partir de São Paulo, enquanto a Azul vende passagens para o destino por meio de uma parceria com a Sky Airline, que é quem de fato opera o trecho.
E as companhias low-cost chilenas, Sky Airline e JetSmart, costumam oferecer as tarifas mais competitivas, principalmente em voos que partem do sul do Brasil.
Quanto custa hospedagem no Chile?
A hospedagem no Chile custa, por diária, a partir de 90 reais em hostel com quarto compartilhado, entre 250 reais e 500 reais em hotel de categoria turística, e a partir de 900 reais em hotéis de luxo ou boutique. Os preços em Santiago costumam ser um pouco mais baixos do que em destinos mais isolados, como o Atacama e a Patagônia.
No deserto do Atacama, hostels simples custam a partir de R$ 140 por noite, hotéis de categoria média ficam entre R$ 340 e R$ 670, e lodges de luxo podem passar de R$ 2.200. Já na Patagônia chilena, perto do Parque Nacional Torres del Paine, a diária costuma ficar entre R$ 300 e R$ 1.000, já que a oferta de hospedagem é menor e mais concentrada em poucos vilarejos.
Reservar com dois a três meses de antecedência, sobretudo para viagens em janeiro, fevereiro, julho ou em feriados chilenos como as Fiestas Patrias, costuma sair mais barato do que fechar hospedagem de última hora.
Quanto custa alimentação no Chile?
Uma refeição no Chile custa, em média, entre 40 reais e 70 reais em um almoço executivo, entre 70 reais e 125 reais em restaurante turístico, e a partir de 110 reais em restaurantes mais sofisticados.
Bebidas, à parte, costumam pesar no orçamento: um refrigerante ou uma taça de vinho em restaurante pode custar mais de 12 reais e 29 reais, respectivamente.
O custo da alimentação costuma pegar os brasileiros de surpresa, já que comer no Chile geralmente é mais caro do que nos países vizinhos, como Argentina, Bolívia, e Peru.
Quanto custa transporte no Chile?
Somando metrô ou ônibus no dia a dia, um traslado do aeroporto e algumas corridas de aplicativo à noite, o gasto total com transporte em Santiago ao longo de cinco dias fica entre 150 reais e 350 reais por pessoa. Quem usa só o transporte público, sem táxi nem aplicativo, gasta menos, próximo da faixa de 50 a 100 reais, já considerada na tabela de custos deste artigo.
O transporte público no Chile custa entre 4 e 5 reais por viagem de metrô ou ônibus em Santiago, com o valor variando conforme o horário do dia. É uma das formas mais baratas e eficientes de se deslocar pela capital chilena, sobretudo porque a maioria dos pontos turísticos fica próxima de alguma estação.
Fora do transporte público, táxi e aplicativos como Uber, Cabify e DiDi também são bastante usados em Santiago. Uma corrida curta dentro de um bairro como Providência custa entre 11 reais e 22 reais pelo aplicativo, enquanto o trajeto entre o aeroporto e o centro fica entre 85 reais e 140 reais de Uber ou DiDi, e entre 140 reais e 195 reais de táxi convencional.
No deserto do Atacama, a lógica de transporte é bem diferente. San Pedro de Atacama é um vilarejo pequeno, então a maior parte dos deslocamentos dentro da cidade é feita a pé ou de bicicleta, com aluguel a partir de poucos reais por hora. Não há transporte público local, e os passeios pelo deserto, como o Vale da Lua, as Lagoas de Baltinache e os Gêiseres do Tatio, sempre incluem transporte próprio no preço da excursão.
Na Patagônia chilena, o Parque Nacional Torres del Paine também não dispõe de transporte público dentro de seus limites. A maioria dos visitantes chega de Puerto Natales pelo ônibus regular até as entradas do parque ou por traslados privados.
Outros gastos de viagem no Chile
Além de passagem, hospedagem, comida e transporte, vale reservar espaço no orçamento para seguro-viagem, conexão de internet e passeios específicos, como os dias de neve.
Esses gastos costumam representar uma fatia menor do orçamento da viagem, mas fazem diferença no planejamento final.
- Seguro-viagem: Para cinco dias, o seguro custa entre 55 reais e 200 reais por pessoa, variando conforme a cobertura médica escolhida.
- Chip internacional: Um eSIM internacional para o Chile sai por um valor fixo, sem surpresa na fatura. Veja mais no nosso guia de chip internacional para o Chile.
- Passeios de neve: Um dia de esqui em Valle Nevado ou El Colorado, saindo de Santiago, custa entre 250 reais e 500 reais por pessoa com transporte incluído, sem contar equipamento e aulas. Veja mais sobre onde esquiar no Chile.
- Documentação: Você não precisa de visto nem passaporte para viajar para o Chile. Basta apresentar o RG ou a Carteira de Identidade Nacional, em bom estado, emitido há menos de 10 anos.
Com o orçamento básico definido, o próximo passo é decidir o que fazer no Chile e montar seu roteiro de passeios, já que isso também influencia bastante o valor final da viagem.
Quanto dinheiro levar para o Chile?
Para o dia a dia no Chile, o recomendado é levar entre 250 reais e 550 reais por pessoa, por dia, considerando gastos de alimentação, transporte local, passeios e atividades, e uma reserva para compras, imprevistos e entretenimento.
Esse valor não inclui passagem aérea, hospedagem, nem seguro-viagem, que costumam ser pagos com antecedência, antes da viagem.
O governo chileno também pode exigir a comprovação de um valor mínimo de subsistência diária de 46 dólares americanos para entrada de turistas no Chile. Esse é um dado do Chileatiende, portal oficial de serviços do governo chileno.
Vale a pena entender bem qual moeda levar para o Chile antes de embarcar. Recomendamos usar a moeda local, o peso chileno, usando cartões multimonedas. Para trocar dinheiro em espécie, o melhor é fazer o câmbio já no Chile, pois no Brasil costuma ser mais caro.
Como referência, em agosto de 2026, 1.000 pesos chilenos equivalem, em média, a cerca de R$ 5,60. Mas essa cotação varia diariamente, então o ideal é acompanhar o valor atualizado no Google Finance antes de fechar qualquer câmbio.
Quando é mais barato ir para o Chile?
O período mais barato para viajar ao Chile é entre março e maio, e também em agosto, setembro e novembro. Neste período, os preços das passagens aéreas e da hospedagem costumam cair.
Fora da alta temporada, é comum encontrar voos a partir de 1.100 reais e diárias com desconto em relação ao restante do ano.
Já dezembro, janeiro e julho são os meses mais caros, pois incluem o verão chileno, as férias escolares brasileiras e, em julho, a temporada de esqui nos Andes.
Quanto custa uma viagem para o Chile no inverno?
Uma viagem ao Chile no inverno, entre junho e agosto, custa, em média, de 20% a 30% mais do que em outros períodos do ano, ficando entre 4.300 e 7.900 reais por pessoa em um roteiro de cinco dias.
O aumento se explica pela alta procura de brasileiros por neve nos Andes, o que encarece tanto as passagens quanto a hospedagem nas proximidades das estações de esqui.
Julho é o mês mais concorrido, já que coincide com as férias escolares no Brasil e com o pico da temporada de neve em Valle Nevado, El Colorado e Portillo. Quem consegue viajar em junho ou no início de agosto costuma pagar valores mais próximos aos da baixa temporada, mesmo ainda no inverno chileno.
Quanto custa uma viagem para o Chile na baixa temporada?
Na baixa temporada, entre março e maio ou entre setembro e novembro, uma viagem ao Chile custa, em média, entre 2.500 e 4.900 reais por pessoa em um roteiro de cinco dias, o que representa 20% a 30% a menos do que em dezembro, janeiro ou julho.
A economia se concentra na passagem aérea e nas diárias de hospedagem, que tendem a ser mais flexíveis fora dos períodos de alta demanda.
Além do preço, viajar na baixa temporada tem outro benefício direto: menos fila nos pontos turísticos e mais disponibilidade para fechar passeios de última hora, o que também ajuda a manter o orçamento sob controle.
Como economizar em sua viagem para o Chile?
Dá para economizar bastante em uma viagem ao Chile sem abrir mão da experiência, ajustando a época da viagem, o tipo de hospedagem e as escolhas de alimentação durante a estadia no país.
Pequenas escolhas, somadas, costumam representar uma redução real no valor final gasto. Confira nossas dicas:
- Compre a passagem aérea com antecedência e, se possível, evite viajar em dezembro, janeiro e julho.
- Prefira hospedagem perto de estações de metrô, para gastar menos com deslocamento em Santiago.
- Almoce em "picadas", restaurantes com menu executivo, e reserve os restaurantes mais caros para ocasiões especiais.
- Use um pacote eSIM internacional em vez de roaming internacional, para não ter surpresa na fatura do celular.
- Pague hospedagem em dólar ou com cartão internacional sempre que possível, já que estrangeiros não residentes têm direito à isenção do imposto de 19% sobre diárias de hotel no Chile.
- Fique de olho nas novidades sobre o tax free chileno. O país estuda ampliar o sistema de reembolso de impostos para turistas, o que pode reduzir ainda mais alguns custos nos próximos anos.
No fim das contas, planejar os gastos com antecedência, da passagem à internet, é o que separa uma viagem dentro do orçamento de uma viagem cheia de surpresas negativas.
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